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ESPETÁCULOS

Nome do espetáculo: A Fofoca Mora ao Lado

Ator: Paulo Moraes

Direção: Lineu Carlos Constantino

Texto: Paulo Moraes

Sinopse: Venha sonhar, sorrir e se emocionar com o testemunho de alegria e amor de Abigail, uma irreverente senhora de língua solta. Você vai descobrir que sua vizinha é uma santa!

Gênero: Comédia

 

 

 

  “A Fofoca Mora ao Lado” é um monólogo cômico que mistura música, texto e improviso, em um roteiro que mescla momentos de imaginação, fantasia e realidade. A personagem “Abigail”, livremente inspirada em grandes nomes da comédia brasileira, apresenta um testemunho de vida, onde o público é transportado de um humor ingênuo até insinuações maliciosas. Elementos do teatro de revista e da comédia de costumes são inseridos através de seu intérprete, Paulo Moraes, que extrai comicidade de fatos corriqueiros vividos por essa senhora de meia idade e seus vizinhos imaginários.  Você irá se apaixonar por essa irreverente senhora de língua solta.

 

         
 “Um monólogo, um único ator em cena, impõe muitos desafios. Estando só em cena seu diálogo é feito com o público, seu interlocutor privilegiado. A direção procurou pontuar esses momentos nos quais a criatividade do ator é fundamental, para não extrapolar os limites da comunicação cênica. A direção é uma co-auxiliar neste processo, evitando eventuais exageros.”

 

Lineu Carlos Constantino - Diretor

 

 

 

 “Não quero fazer fofoca, mas foi um prazer acompanhar o processo de criação do ator Paulo Moraes e da direção de Lineu Carlos Constantino. Vi nascer à fofoqueira Abigail de uma forma fluente, e com muita graça. Ter a possibilidade de pesquisar e retomar aspectos de encenação do teatro popular brasileiro foi um grande encontro artístico.”

 

Evelyn Érika – Assistente de direção

 

Justificativa

 

O espetáculo surgiu da idéia de relatar a história de uma senhora de meia idade, que tem na sua vida um exemplo de felicidade e luta, mas que também guarda saudade e nostalgia. Faz parte da longa tradição da comédia no Brasil, no entanto, seu conteúdo é  acentuadamente moderno e encenado para o seu tempo. Para chegarmos ao exemplo de vida proposto, usamos um tema de muita discussão em nossa sociedade: o boato e as suas conseqüências.

   O texto e a personagem também foram inspirados em três grandes comediantes: Dercy Gonçalves, Maria Teresa e Violeta Ferraz. Cada uma em seu tempo, foi responsável por grandes momentos do humor brasileiro, tradicionalmente o humor popular, desde o cinema na Atlântida, passando pelo teatro de revista, até os programas de humor das décadas de 70, 80 e 90.

 

 

 

O Processo de Criação

 

  A direção procurou explorar, de comum acordo com o autor/ator, alguns dos aspectos acima mencionados, sem resvalar para a grossura, e a vulgaridade.

  A protagonista, Abigail, transita por vários momentos onde é perceptível sua amargura e solidão. A direção procurou desenvolver a comédia (que tem muitas facetas) que caminha por revelações inesperadas e um final um tanto melancólico. Em se tratando de um monólogo, a relação ator/direção, foi plantada por uma íntima colaboração e confiança, sem as quais o espetáculo não teria existido.

 

Construção da Personagem e do Texto

 

A personagem “Abigail” foi construída através de laboratório de observação, onde o ator Paulo Moraes, através de sua percepção artística, foi estudando características e trejeitos de senhoras de bairros tradicionalmente populares. O processo de análise ativa também foi definitivo para a criação. 

 

  Através de filmes, programas de humor e registros de áudios, o intérprete desenvolveu e buscou uma criação verossímil.

As Inspirações

 

Dercy Gonçalves

Dolores Gonçalves Costa, nascida em Santa Maria Madalena,

(23 de junho de 1907 — Rio de Janeiro, 19 de julho de 2008), foi uma atriz, humorista e cantora brasileira, oriunda do teatro de revista, notória por suas participações na produção cinematográfica brasileira das décadas de 1950 e 1960. Celebrada por suas entrevistas irreverentes, bom humor e emprego constante de palavras de baixo calão, foi uma das maiores expoentes do teatro de improviso no Brasil.

 

Maria Teresa Fróes

(Cabriúva, 13 de março de 1936 — São Paulo, 14 de agosto de 1999), sua carreira começou quando participou de radio novelas e passou por quase todas as redes nacionais de televisão do Brasil, onde apresentou e participou de vários programas. Foi contratada pela TV Excelsior, onde estreou um programa próprio, Maria Teresa Show. Em1993, chegou a ter um programa especial no SBT, chamado Maria Teresa Especial e participou de vários especiais do programa A Praça É Nossa.

 

Violeta Ferraz

(Lisboa, 1903 — Rio de Janeiro, 4 de novembro de 1982) foi uma atriz portuguesa radicada no Brasil.

Veio de Portugal para o Brasil com a Companhia Vidigal de Teatro e depois largou-a para trabalhar durante anos no circo. Foi depois para a Rádio Nacional e se transformou, na década de 50, em uma das principais atrizes das chanchadas produzidas pela Atlântida no Rio de Janeiro, estreando em 1939 em Está Tudo aí.

Mãe de Raul Tabajara, importante radialista brasileiro, o primeiro a transmitir uma partida de futebol pela televisão.

 

 

Objetivo

 

 “A Fofoca Mora ao Lado” dá continuidade, por parte do autor, a busca das origens do teatro brasileiro: o teatro de “costumes”, onde se entrelaçam crítica social e política, o teatro de revista e, notadamente, os comediantes filiados a uma linhagem , que podemos chamar, de teatro popular, onde a paródia, o deboche e a imitação de personagens da via pública, são recursos utilizados para obter comicidade, dialogando com o público através do riso e da cumplicidade que se estabelece. Paulo Moraes com seu texto, até então inédito, pretende com a “fofoca” revisitar e recriar esse passado tão rico (e desprezado) da comédia brasileira.

 

A comédia é a possibilidade democrática de sátira a todo tipo de idéia, inicialmente política ou de caráter social. É um grande espaço artístico enquanto forma de manifestação crítica em qualquer esfera. Encontra forte apoio no consumo de massa e é extremamente apreciada por grande parte do público consumidor da indústria do entretenimento. Ela foi fator importante para a democracia grega, porque tinha uma atuação de denúncia como ocorre com o papel da mídia hoje. Ela satirizava a todos, mas especialmente os políticos e ricos influentes da época.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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